[Resenha 004] O caçador de pipas

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Imagem retirada do blog Dr. Fernando Valério
Título: O Caçador de Pipas
Título Original: The Kite Runner
País: Estados Unidos
Autor: Khaled Hosseini
Gênero: Romance, Ficção Histórica, Drama
Ano: 2005
Página: 365
Editoras: Nova Fronteira
ISBN: 8520917674

Sinopse: Este livro conta a linda história da Amizade de Amir e Hassan, que possuem a mesma idade, vivem no Afeganistão, entretanto, possuem uma vida completamente diferente. Amir é rico, mas de personalidade covarde, está sempre correndo atrás da aprovação de seu pai. Hassan não sabe ler nem escrever, mas é um bom garoto e corajoso. Mas o que unem eles nesta amizade são as paixões por histórias antigas de grandes guerreiros, filmes de Cowboy americanos e pipas. Mas foi no ano de 1975, em um campeonato de pipas, Amir tem a chance de se tornar um Grande Homem, mas perde a oportunidade de defender Hassan. Após isso, Amir foge da invasão soviética ao Afeganistão, indo para os Estados Unidos, mas 20 anos depois, ele volta a sua terra natal e a vida lhe dar uma oportunidade de acertar as contas com o passado.

“Um dia, quando eu era bem pequenininho mesmo, trepei em uma árvore e comi uma daquelas maçãs verdes, ácidas. Minha barriga inchou e ficou dura feito um tambor. Doeu à beça. A mãe disse que, se eu tivesse esperado as maçãs amadurecerem, não teria ficado doente. Agora, quando quero alguma coisa de verdade tento lembrar do que ela disse sobre as maçãs.”

Olá meus queridos leitores, hoje estou trazendo um livro que li já faz uns cinco anos, é uma história que até hoje quando lembro, é como se eu tivesse lido ontem e as emoções que senti com cada frase, mexem comigo. É uma história tocante e com muitos ensinamentos, sempre que posso, estou sempre falando dele, é um dos meus favoritos.


Khaled Hosseini: No ano de 1965, nasceu o escritor e médico Khaled, na cidade de Cabul, Afeganistão. É naturalizado estadunidense e suas obras mais conhecidas são O Caçador de Pipas e A Cidade do Sol. Quando ainda era criança, leu poesias e romances como Alice no País das Maravilhas, além de séries de detetives do escritor Mickey Spillane. O seu primeiro livro, foi inspirado nas memorias que ele tinha de um Afeganistão na pré-invasão soviética e também em experiências pessoais. Atualmente é casado e sua esposa se chama Roya Hosseini.

Quando este livro chegou nas minhas mãos, foi por acaso, eu tinha ido comprar umas roupas com minha madrinha de crisma e sua filha, e ela se interessou por um livro e acabou comprando esse também. Como ela queria ler outro, eu acabei ficando com esse para ler, lhe pedi emprestado e tive a felicidade de tirar o plástico que o cobria e sentir o cheiro de novo.

“Existe apenas um pecado, um só. E esse pecado é roubar. Qualquer outro é simplesmente a variação de roubo. Quando você mata um homem, está roubando uma vida. Está roubando da esposa, o direito de ter um marido, roubando dos filhos um pai. Quando mente, está roubando de alguém o direito de saber a verdade. Quando trapaceia, está roubando o direito à justiça.”

Eu não tinha ideia do quão emocionante era o conteúdo desse livro e como ele seria marcante na minha vida. É aquele tipo de história que quando você começa a ler simplesmente não para mais, e eu carregava esse livro comigo, para onde eu ia, lá estava meu companheiro de cabeceira.
É o estilo de história que me fascina, pois se passa na década de 70 e a na maior parte da história o cenário é o Afeganistão, tem também a diferença de classes entre as famílias de Amir, que é rico e Hassan, que sofre discriminação por ser descendente de mongóis. Com a mesma idade, os dois garotos possuíam uma grande amizade, apesar dessas diferenças, cresceram juntos e compartilhavam paixões em comum. A história também traz muitos ensinamentos e valores, que sempre admirei e por nada neste mundo mudaria em mim, como a lealdade, sinceridade, bondade, entre muitos outros.

“Pode parecer injusto, mas o que acontece em poucos dias, às vezes até uma única vez, pode alterar o rumo da sua vida inteira.”

Loucos por pipas, inscreveram-se para um campeonato de pipas, quem sai vitorioso é o Amir, Hassan corre atrás da pipa azul, que fez seu amigo um campeão, mas acaba desaparecendo. Quando ele o encontra em um beco, depara-se com a chance de mostrar sua coragem e defender o amigo, mas demonstra ser um grande covarde diante da situação e não faz nada para ajudar. Apesar da culpa, e talvez pela culpa, Amir ainda faz outras coisas para tirar de vez de sua casa e de sua vida, Hassan e o pai de seu amigo. Devido a guerra contra Rússia, Amir e seu pai fogem para os Estados Unidos, depois de muitos anos, ele volta para a sua terra, e começa a concertar seus erros do passado, tendo a oportunidade de compensar o mal que causou.
É uma história linda, que eu não posso contar muitos detalhes, se me deixarem eu conto a história do livro todinha, acho que vocês não iam gostar, não é? Eu estou planejando assistir ao filme desse livro, quando eu entrar de férias, assim que eu assistir, prometo falar dele aqui. Espero que tenham gostado, até a próxima!


“Por você eu faria isso mil vezes”.

Referências:
Bicalho, R., Damasceno, L., & Hang, P. (s.d.). Acesso em 25 de Novembro de 2015, disponível em Eu e Livros: http://euelivros.blogspot.com.br/
Skoob. (s.d.). Skoob.com. Acesso em 25 de Novembro de 2015, disponível em http://www.skoob.com.br/

Graduada em Processos Gerenciais. Apaixonada por automobilismo e esportes em geral, sou Corinthiana e Rojiblanca de coração. Amo ler e assistir filmes e séries. Gosto de conhecer novas culturas e tenho um carinho especial pela Cultura asiática e árabe.