[Resenha 007] O Príncipe da Névoa

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Imagem retirada do Google
Título: O Príncipe da Névoa – Trilogia da Nevoa, Livro 1
Título Original: The Prince of Mist (Niebla #1)
Autor: Carlos Ruiz Zafón
Gênero: Suspense
Páginas: 180
Ano: 2013
Editoras: Suma de Letras
IBSN: 9788581051222

Sinopse: Fugindo da Guerra a família Carver decide ir morar em uma nova casa, em uma cidade pequena no litoral. Maximillian Carver, sua esposa e seus três filhos entram na casa, desconhecendo o real mistério que envolve ela. Max, um dos três filhos, ao escutar o pai contar sobre a história de Jacob, filho do ex-dono, que morreu afogado, não parou de pensar. Mas coisas estranhas começam a acontecer, principalmente após conhecer Roland, um garoto que vive na cidade e com quem faz uma grande amizade. Max, sua irmã mais velha e Roland começam a desvendar a história por trás da morte de Jacob quando surge o Príncipe da Nevoa, que é capaz de conceder os desejos mais íntimos das pessoas, mas tudo tem seu preço.

Olá meus queridos leitores, mais uma vez estou trazendo para vocês mais uma resenha. Este era um dos livros que citei no início do ano como sendo uma das minhas metas de leituras, terminei de ler essa semana, em um único dia. Eu praticamente o devorei, mas o livro é curto, e a leitura bem rápida, principalmente quando dá para viajar dentro da história.
Maximillian Carver é um relojoeiro e em alguns momentos também é inventor, ao receber uma notícia de que deveria sair da cidade por causa da Guerra que acontecia naquele ano, ele junto com sua esposa e seus três filhos Alicia, Max e Irina, mudaram-se para uma pequena cidade no litoral. Era uma casa antiga, onde uma família havia perdido um filho, chamado Jacob, que morreu afogado. Max, com apenas 13 anos, enquanto passeava pelo povoado e sentia-se um intruso por morar naquele local, que ainda transpirava a presença do Jacob, conheceu Roland, um garoto que cresceu naquele lugar e morava com o avô que era guardião de um farol. Max depara-se com um mistério que envolve a morte do filho do ex-dono e junto com seu novo amigo e sua irmã mais velha Alicia, entram em uma aventura para desvendar o que há por trás da morte desse garoto, e é nesse caminho que conhecem o Príncipe da Nevoa, aquele que pode conceder a qualquer pessoa tudo o que desejar, mas lembrando sempre que para tudo existe um preço.
Não posso negar que eu esperava um pouco mais do livro, tanto pelo que eu li na sinopse, como também pelo que eu ouvi falar sobre o autor. O livro não é tedioso, muito pelo contrário, ele nos deixa curioso e a vontade de lê-lo não passa, entretanto, a partir do momento que você cria uma expectativa muito grande em cima da história, você acaba se decepcionando um pouquinho.
Inicialmente eu me perdi na história, demorei um pouco a me situar e perceber o que o autor estava querendo mostrar, mas aos poucos a história foi clareando e senti uma certa similaridade com o conto Rumpelstiltskin. Confesso que amei o modo como o autor escreve, e ele conseguiu me prender do primeiro capitulo até o final, mesmo eu ficando confusa as vezes, mas mesmo assim achei a linguagem bem clara e que pode ser lida por todos os públicos.

Carlos Ruiz Zafón: Nasceu no dia 25 de setembro de 1964 em Barcelona, Espanha. Foi no ano de 1993 que ele iniciou sua carreira como escritor, sendo sua primeira obra O príncipe da Nevoa, que recebeu o Prêmio Edebé e depois O Palácio da Meia-Noite e As Luzes de Setembro, que completam a trilogia da Nevoa. Possui uma grande influência da narrativa audiovisual, além de uma estética gótica e expressionista, com incríveis técnicas narrativas que incluem domínio da linguagem, também consegue ser um ótimo criador de personagens. Suas obras mais conhecidas são A Sombra do vento e O Jogo do Anjo.

Esse foi o primeiro livro que li de Zafón e também foi o que deu início a carreira dele, acredito que muitas pessoas que já leram A Sombra do Vento, por exemplo, ficaram um pouco decepcionados, mas nessa obra você já consegue conhecer o estilo do autor e por ser a primeira, não posso dizer que é uma obra ruim, pelo contrário, é uma história atraente e que merece ser lida.
Minha dica para quem se encontrar com esse livro e que já leu outra obra desse autor, é não fazer comparações com as outras obras, é a partir desse livro onde o encanto desse grande autor começou e vale muito a pena ser conhecido, já para aqueles que ainda não leram, eu acredito que vão gostar bastante, a dica é não perder a paciência e já que o mistério vai se desvendando aos poucos, e como a leitura é bem rápida, vocês vão ficar com gostinho de quero mais após terminar o livro. Por hoje é só, até a próxima!
Resumo da minha opinião: Chartreux

“Às vezes, uma entre um milhão, ocorre que alguém, muito jovem, compreende que a vida é um caminho sem retorno e decide que esse jogo não vai com ele. É como se decidisse fazer armadilhas em um jogo que você não gosta. A maioria das vezes o descobrem e a armadilha se acaba. Mas outras, o trapaceiro se saí com a sua. E quando em vez de jogar com um jogo de dados ou naipes, se joga com a vida e a morte, esse trapaceiro se converte em alguém muito perigoso. ”

Graduada em Processos Gerenciais. Apaixonada por automobilismo e esportes em geral, sou Corinthiana e Rojiblanca de coração. Amo ler e assistir filmes e séries. Gosto de conhecer novas culturas e tenho um carinho especial pela Cultura asiática e árabe.