Livros

[Resenha 023] O Livro Secreto

09:50,0 Comments

Título: O Livro Secreto
Autor: Grégory Samak
Páginas: 176
Ano: 2015
Editora: Intrínseca
ISBN: 9788580578188

Sinopse Skoob:
Ao fim da vida, Elias Ein decide se mudar para uma cidade isolada na Áustria, em busca de tranquilidade para aproveitar sua aposentadoria. Um tempo depois de se instalar em sua nova casa, ele descobre uma escada escondida que dá acesso a uma vasta biblioteca com obras incríveis. E entre elas, Elias descobre algo maravilhoso: o Grande Livro da Vida, uma obra sagrada em que Deus escreveu sobre o destino de cada ser humano. As citações extraordinárias do livro secreto possibilitam interferir no curso da história. Fascinado pelo poder da obra, Elias, que testemunhou a ascensão do nazismo ao poder e perdeu familiares durante o Holocausto, decide usá-la para mudar o destino. Ele vai tentar salvar aqueles que ama, mas, sabe que, acima de tudo, é o destino de todo um povo que está em jogo. Com um segredo em mãos e muitas decisões a tomar, Elias vai viver uma aventura que o levará mais longe do que podia imaginar. Uma história atemporal, cativante e sensível, que mistura elementos fantásticos e fatos históricos, O Livro Secreto fala sobre amizade e coragem, ódio e covardia.

“Não sei se Deus está comigo ou não, mas tenho fé. Em breve, apagarei tudo isso da História. É a missão que Ele me deu. E o mundo reencontrará sua pureza, reencontrará sua inocência, e esquecerá.”

Grégory Samak nasceu em agosto de 1972, na França. É formado pelo Instituto de Estudos Políticos de Paris e iniciou sua carreira no ano de 1998 no canal de notícias americano ABC News. Após isso, foi diretor em diversas emissoras da televisão francesa e em 2005 participou da criação e desenvolvimento do canal de notícias francês BFM TV. O Livro Secreto é o seu primeiro romance.

“A vida passa rápido demais para que a gente consiga escolher um caminho, uma direção a seguir. Ela se impõe.”
Olá meus queridos leitores, o livro que escolhi chama-se O Livro Secreto escrito por Grégory Samak e editado pela Intrínseca. É um dos livros que coloquei na minha meta de 2016 e falei para vocês no início do ano. Optei por este livro por causa da sinopse, quando vi que abordaria um assunto relacionando a Segunda Guerra Mundial, simplesmente me encantei e coloquei ele na lista. 

Narrado em terceira pessoa, conhecemos Elias Ein, um senhor solitário, com pequenas manias insensatas e pertencente a uma antiga família judaica do Leste Europeu. Ele e sua irmã são os últimos da linhagem da família e nem sequer tiveram filhos. Era início do século XXI e tudo que lhe restava eram lembranças e uma caixinha de música que ainda tocava perfeitamente a Rapsódia para um tema de Paganini de Rachmaninoff. Após se mudar, ele encontrou uma antiga biblioteca dentro de sua casa e entre aqueles vários livros, um poderia mudar a história. Desvendando seus mistérios, ele notou a missão que tinha em suas mãos – quem sabe salvar a continuidade de sua família, e livrar a humanidade de um dos fatos mais trágicos e cruéis da história.

Paciência. Se eu tivesse que resumir esse livro em uma única palavra, seria com toda certeza paciência. É um livro curto, mas que demorei uma semana para ler, por que a parte introdutória foi para mim muito lenta, toda vez que eu achava que ia acontecer alguma coisa, sentia que caminhava em círculos em cada página. As coisas começaram a mudar a partir da metade do livro, quando deu início a uma narração mais rápida – foi para mim um susto, porque começou a ter um ritmo mais acelerado do que no começo, entretanto não perdeu a essência que o livro quer transmitir ao leitor. 

Com uma mensagem fascinante e sincera, devo concordar com o autor. A Segunda Guerra é um episódio marcante da nossa história, que conforme os anos passam, vai se perdendo dentro de arquivos, quando na verdade deveria estar presente para que isso nunca mais volte a acontecer. É um livro faz um alerta, onde Grégory Samak relata situações atuais, mas que ocorreram naquela época e que, muitas vezes, as pessoas tentam esconder, como poeira debaixo do tapete, a existência de preconceito, a busca por eliminar aquilo que não faz parte do padrão, e esquecer o que isso já causou um dia, podendo nos levar a ela novamente. 

O personagem Elias tenta mudar o rumo da história, entrelinhas e narrações, dá para notar uma outra mensagem que vou resumir aqui: Não podemos apagar o que para nós, foi a causa de uma tragédia, o que devemos fazer é mudar nós mesmo, para que essa tragédia não ocorra mais. 

Pesquisando mais a fundo e através da incrível resenha feita por Ladyce no Skoob, descobri outras coisas que me encantaram e que respondeu muitas de minhas dúvidas. O livro é dividido em três partes nomeadas em Latim: Rex, Tremendae e Majestatis. Essas três palavrinhas juntas fazem referência a uma obra musical, a última de Mozart. 

Réquiem é uma obra musical fúnebre, uma oração para os mortos. Hoje é conhecida como “O Réquiem em ré menor”, esta obra de Mozart foi colocada no livro em honra as pessoas que morreram assassinadas naquela época. A lamentação inicia com as palavras “Requiem aeternam dona eis, Domine, et lux perpetua luceat eis” (que significa “Repouso eterno dá-lhes, Senhor, e que a luz perpétua os ilumine.”). As palavras que foram usadas para dividir o livro, está em uma das partes deste Réquiem chamado Rex tremandae: “Rex tremendae majestatis, qui salvandos, salvas grátis, salva me, fons pietatis!” (que significa “Ó Rei, de tremenda majestade, que ao salvar, salva gratuitamente, salva a mim, ó fonte de piedade!”).

Acho que me empolguei um pouco ao falar da música, mas é que sou apaixonada por música clássica e quando tive a oportunidade de pesquisar, fiquei maravilhada em poder dividir isso com vocês. Para quem já leu, eu gostaria de ler a sua opinião. Espero que tenham gostado, até a próxima! 

Resumo da minha opinião: Scottish Fold


Referência: 
LCC - Lenguajes y Ciencias de la computación . s.d. http://www.lcc.uma.es/~ppgg/html/requiem.html (acesso em 27 de julho de 2016).

You Might Also Like

0 comentários: